Bem-vindo




O NECTAR-ITA, Núcleo de Economia do Transporte Aéreo do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, localizado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica, em São José dos Campos, foi o primeiro centro de pesquisas exclusivamente dedicado a pesquisa aplicada ao setor de transporte aéreo no Brasil. Originalmente constituído em 1977, com as iniciativas pioneiras de Michal Gartenkraut, e restabelecido em 2004, o NECTAR-ITA tem suas origens na fundação do próprio ITA, no início da década de 1950, com a vinda de professores de Economias de Linhas Aéreas ao Brasil. Contou com o apoio da FAPESP desde o seu relançamento. Em inglês, o grupo possui denominação de Center for Airline Economics. O núcleo dedica-se a estudos de economia dos transportes, sendo um dos poucos no mundo centrado em aplicações em Econometria do Transporte Aéreo. Tem como enfoque os estudos de demanda, concorrência, regulação e relação entre operação de transporte aéreo e infraestrutura aeroportuária. O NECTAR-ITA mantém a página AVSTATS-Brasil, iniciativa de incentivo à disseminação e à transparência de dados do transporte aéreo no país e o projeto "Céus Abertos: Divulgação das Pesquisas em Economia do Transporte Aéreo para Todos".

“Voltei para o ITA no início de 1977 e, a partir daí, fomos montando projetos na área de economia do transporte aéreo. No ano seguinte, conheci Luiz Paulo Rosenberg, um economista que estava saindo da Universidade de Brasília e vindo para São Paulo. Como ele tinha uma tese de doutorado sobre o mercado brasileiro de transporte aéreo, nós o convidamos para trabalhar no ITA e implementamos o primeiro curso de mestrado em economia do transporte aéreo. Foi um sucesso, porque fomos ao encontro de uma demanda do mercado, e o Ministério da Aeronáutica, mantenedor dessa instituição, ficou muito satisfeito.” - Prof. Michal Gartenkraut, livro IPEA 40 anos: uma trajetória voltada para o desenvolvimento (2005).



Convite - SETA25

 


SETA25 - Seminário de Economia do Transporte Aéreo do ITA

 

Local: ITA, São José dos Campos

Auditório Armel Picquenard - Engenharia Civil

6 e 7 de novembro de 2025 (Quinta e Sexta-Feira)

das 8:00 às 10:20

 

Programação

 

Dia 1: Gestão Estratégica, Conectividade e Demanda no Setor Aéreo Brasileiro

 

► Abertura

 

Alianças Estratégicas e Codesharing de Empresas Aéreas: O Que Diz a Literatura e Implicações para a Experiência Brasileira Recente

- Lucas T. B. Mendes - GRU Airport e INFRA-ITA

 

Determinantes da Demanda por Viagens Aéreas: Evidências Comparadas dos Aeroportos de Guarulhos, Congonhas e Viracopos

- Yves G. Q. Sousa, Levi G. Lima, Marco A. C. Rissardi - Equipe de Alunos do ITA

 

Brasil Conectado? Determinantes do Design de Malha Aérea Nacional

- Tariq L. S. A. Silva Cardoso, Cícero G. N. Delmondes, Felipe O. Fernandes - Equipe de Alunos do ITA

 

Elasticidades e Heterogeneidade da Demanda do Aeroporto do Galeão: Diagnóstico e Desafios da Abordagem Econométrica

- Vitor Lyra - INFRAWAY Engenharia e INFRA-ITA

 

► Anúncio da Distinção Michal Gartenkraut - Trajetória Acadêmica em Transporte Aéreo

► Entrega de Certificados

► Entrega do Prêmio Dole Abel Anderson 2025 de Pesquisa Aplicada a Transporte Aéreo

► Apresentação de pôsteres de pesquisas em transporte aéreo



Dia 2: Economia, Competitividade e Eficiência no Transporte Aéreo

 

Tendências de Preços no Setor Aéreo: Fatores de Mercado e Estrutura Competitiva no Brasil

- Igor N. Araujo, Pedro L. S. Cavalcante, Heyder F. Almeida - Equipe de Alunos do ITA

 

A Economia da Acessibilidade Tarifária: Custos, Concorrência e o Impacto de Curto Prazo do Programa Voa Brasil

- Victor Hugo G. Morais, Samuel A. Marques, Ana Luiza Louredo - Equipe de Alunos do ITA

 

Do Custo à Capacidade: Fatores que Influenciam o Tamanho das Aeronaves Comerciais no País

- Marcelo M. B. Oliveira, João Pedro A. S. Abreu, Manuela A. G. Rocha - Equipe de Alunos do ITA

 

Análise Empírica das Práticas de Gerenciamento do Fluxo de Tráfego Aéreo e do Potencial de Mitigação de Atrasos de Voo no Espaço Aéreo Brasileiro

- Ana Beatriz R. Eufrásio - ICCT e INFRA-ITA

 

► Entrega de Certificados

► Anúncio da Distinção Michal Gartenkraut - Liderança em Pesquisa em Transporte Aéreo

► Anúncio do Resultado do Prêmio William Grossman 2025 de Excelência em Pesquisas do Transporte Aéreo

► Apresentação de pôsteres de pesquisas em transporte aéreo

 

Organização:

Alessandro V. M. Oliveira, Bruno F. Oliveira, Lucas T. B. Mendes (ITA) e Humberto F. J. Bettini (USP)

 

Realização:

Núcleo de Economia do Transporte Aéreo (NECTAR - ITA)

Instituto Tecnológico de Aeronáutica - São José dos Campos

www.nectar.ita.br

Inscrições gratuitas: enviar mensagem para alessandro@ita.br, informando nome e instituição.





AVDATA - Workshop de Estatísticas da Aviação

O Núcleo de Economia do Transporte Aéreo (NECTAR-ITA) convida a todos para o evento:




AVDATA - Workshop de Estatísticas da Aviação

Local: Auditório MPEP -  Engenharia Civil Instituto Tecnológico de Aeronáutica.
Data: 6 de dezembro de 2018.
Horário: das 9:00 às 17:00
Evento sem taxas. Vagas limitadas.
Inscrições: enviar email com nome e cpf para nectar@ita.br.


Programação

9:00 – 9:45      WARM-UP (45 min)

Debate: Estatísticas e dados da aviação pelos pesquisadores da INFRA-ITA: histórico, necessidades e dificuldades (45 min)
Aberto a professores, pesquisadores, alunos e interessados
Alessandro Oliveira (Organização)
NECTAR/ITA


9:45 – 10:00      INÍCIO DOS TRABALHOS (15 min) 

Alessandro Oliveira (Boas vindas)
NECTAR/ITA

O papel das parcerias e da informação na regulação, na fiscalizacão e no desenvolvimento do transporte aéreo (15 min)
Cristian Vieira dos Reis
Gerente de Regulação das Relações de Consumo
Superintendência de Acompanhamento de Serviços Aéreos
  
10:00 – 11:00    SESSÃO 1 – REGULAÇÃO DAS RELAÇÕES DE CONSUMO (60 min)

Regulação das Relações de Consumo (30 min)
Cristian Vieira dos Reis
Gerente de Regulação das Relações de Consumo

Base de dados de reclamações do transporte aéreo no Consumidor.gov.br (30 min)
Giovani Hilário Moreira
Especialista em Regulação de Aviação Civil

11:00 – 12:30    SESSÃO 2 – MONITORAMENTO DOS SERVIÇOS AÉREOS E REGULAÇÃO DO ACESSO A AEROPORTOS CONGESTIONADOS (90 min)

Visão geral das Resoluções nº 440/2017 e nº 338/2014 e IAC 1504/2000 (30 min)
(Registro prévio dos serviços de transporte aéreo, Alocação de Slots em Aeroportos Coordenados e Boletim de Alteração de Voos)
Roberto da Rosa Costa
Gerente de Operações de Serviços Aéreos

Base de dados de Slots (30 min)
Rodrigo Neves Martins
Gerente Técnico de Coordenação de Slots

Base de dados do SIROS, BAV e VRA (30 min)
Darlesson Alves do Carmo
Especialista em Regulação de Aviação Civil

   

14:15 – 16:15     SESSÃO 3 – ACOMPANHAMENTO DO MERCADO DE TRANSPORTE AÉREO (120 min)

Acompanhamento do Mercado de Transporte Aéreo (30 min)
José Barreto de Andrade Neto
Gerente de Acompanhamento de Mercado

Base de dados estatísticos de voos (30 min)
Thiago Juntolli Vilhena
Especialista em Regulação de Aviação Civil

Base de dados de tarifas aéreas comercializadas (30 min)
Luiz André de Abreu Cruvinel Gordo
Gerente Técnico de Análise Econômica

Base de dados contábeis (30 min)
Luiz André de Abreu Cruvinel Gordo
Gerente Técnico de Análise Econômica



16:15 – 16:45   PERGUNTAS E DEBATES (30 min)

16:45 – 17:00   ENCERRAMENTO





Organização
Núcleo de Economia do Transporte Aéreo (NECTAR-ITA)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica (INFRA-ITA)
Agência Nacional de Aviação Civil - Superintendência de Acompanhamento de Serviços Aéreos

[Convite] SETA18

O Núcleo de Economia do Transporte Aéreo (NECTAR-ITA) convida a todos para o evento SETA18, a ser realizado em São Paulo, em 26/11, no âmbito da VI Semana de Qualidade da Informação do Transporte Aéreo da ANAC. Inscrições e maiores informações em http://www.anac.gov.br/…/vi-semana-de-qualidade-da-informac…





SETA17


SETA17 - Simpósio de Economia do Transporte Aéreo

Local: ITA, São José dos Campos
Auditório Engenharia Civil - Armel Picquenard
2 de Junho de 2017 (Sexta-Feira)
das 10:30 às 19:00




Programação

Abertura (10:30)

- Palestra Magna do Prof. Luís Paulo Rosenberg (Rosenberg Associados e ex-professor do ITA)

Sessão 1: Economia das operações de companhias aéreas (14:00 - 16:10)

- Estudo da relação entre a logística de despacho de bagagens e os atrasos e cancelamentos de voos no Brasil [Daniel Alberto Pamplona]

- A franquia de bagagem está embutida no preço das passagens? Estudo da precificação de companhias aéreas [Ana Carla Fernandes Costa]

- Relação entre qualidade e preço no transporte aéreo: estudo dos possíveis impactos da pontualidade e regularidade de empresas aéreas [Marcelo Santos Leal]

- Privatização de aeroportos, formação de hubs e concorrência: estudo dos determinantes das conexões de voos no Brasil [Kayo de França Gurgel]


Sessão 2: Economia de aeroportos e de linhas aéreas (16:50-19:00)

- O impacto do crédito no desempenho do transporte aéreo: análise do comportamento da demanda por viagens aéreas no Brasil [Maria Catarina Torres de Carvalho]

- Aeroporto central versus aeroporto internacional? Os impactos do gerenciamento aeroportuário em regiões de múltiplos aeroportos [Vinícius Vieira Alves]

- Era low cost e deixou de ser? Estudo da convergência de modelos de negócio no setor aéreo com base na evolução da Gol no mercado doméstico [Ilmo Caldas Neto]


Encerramento 

SETA17 - Simpósio de Economia do Transporte Aéreo
Organizadores: Profs. Alessandro V. M. Oliveira e Rogéria de Arantes Gomes Eller
Realização: Núcleo de Economia do Transporte Aéreo (NECTAR - ITA) 
Instituto Tecnológico de Aeronáutica
São José dos Campos

Projeto NECTAR 2015-18

Projeto NECTAR 2015-18

Determinantes concorrenciais dos atrasos em aeroportos brasileiros

Lançamento: 05/10/2015




Autores:  William E. Bendinelli (lattes), Humberto F. A. J. Bettini (lattes) e Alessandro V. M. Oliveira (lattes epágina), NECTAR/ITA.

Sumário Executivo

"Senhores passageiros, informamos que nosso voo está atrasado devido a condições concorrenciais adversas. Solicitamos que permaneçam sentados até que nossa participação no aeroporto seja restabelecida". Um aviso como esse nunca seria dito por um comandante de companhia aérea, mas poderia ter um fundo de verdade, segundo uma recente pesquisa do Núcleo de Economia dos Transportes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (NECTAR/ITA). O estudo investigou os atrasos aéreos brasileiros e seus determinantes concorrenciais, utilizando uma amostra com milhões de voos domésticos no país entre 2002 e 2013.

Os passageiros do transporte aéreo, sejam frequentes ou de primeira viagem, já se acostumaram com a ideia de haver chances elevadas de que seus voos atrasem ou sejam cancelados. Os atrasos de voo fazem parte da rotina da aviação comercial, já que as operações estão sempre sujeitas a questões climáticas e a incidentes diversos que podem comprometer a pontualidade das companhias aéreas, e com um agravante: ações gerenciais que visam a minimizar ou mesmo zerar os atrasos de voo podem envolver custos elevados, o que nem sempre é de interesse das próprias companhias aéreas. Adicionalmente, a eliminação dos atrasos pode eventualmente ser prejudicial ao passageiro se os custos extras envolvidos forem repassados aos preços das passagens aéreas ou se, para controlá-los, a oferta de voos e de destinos tiver que ser reduzida.

Pesquisa realizada pelo NECTAR/ITA buscou-se investigar se, dentre os atrasos de voo em tese "evitáveis" pelas companhias aéreas, haveria fatores concorrenciais determinantes para explicar sua ocorrência e mitigação. Desenvolvido pelos pesquisadores William Bendinelli, Humberto Bettini e Alessandro Oliveira, a pesquisa analisa a relação entre concorrência no setor aéreo e atrasos de voos, contando com financiamento Capes, CNPq e Fapesp. Dentre as principais perguntas que a pesquisa endereçou, constam: Um maior número de companhias aéreas concorrendo significa menos chance dos voos atrasarem? Se o mercado é concentrado, ou seja, poucas operadoras detêm fatia grande de mercado, tem-se aí configurado um desincentivo para cuidar da pontualidade? Se houver concorrência vigorosa em preços, há tendência a cortar custos com pessoal e gerenciamento de operações de forma a produzir mais atrasos? A prática de operações “hub-and-spoke” - conexões de voo em poucos aeroportos de uma malha aérea - produz mais atrasos?

A evidência geral obtida é que a concorrência é benéfica na redução dos atrasos. Quando uma empresa novata de custo baixo, como a Gol em 2001 ou a Azul em 2008, entra no mercado há um maior esforço das rivais em melhor gerenciar as operações e evitar que os voos cheguem atrasados no destino. Essa constatação evidencia o interesse das companhias aéreas de preservar aos olhos do consumidor pelo menos um dos poucos aspectos de qualidade do serviço ainda oferecido de graça: a pontualidade. Afinal, empresas menos pontuais tendem a ser menos bem-vistas sobretudo pelo passageiro frequente, o que acarreta em perda de demanda e de lucratividade. A concorrência com novatas de baixo custo, portanto, traz ao passageiro um benefício adicional à já celebrada redução de preços: gera-se pressão pelo maior controle da qualidade, com monitoramento mais estreito dos indicadores de atrasos de voo por parte das operadoras.

Um resultado obtido pelos pesquisadores, muitas vezes visto como contraintuitivo, mas que corrobora os relatos da literatura científica internacional, foi a relação entre maior dominância de aeroportos por companhias aéreas e a maior redução de atrasos. Esse fenômeno, conhecido na literatura como “internalização do congestionamento”, explica-se da seguinte forma: quando várias empresas dividem de modo mais equânime um aeroporto, os atrasos ocorridos acabam não sendo diretamente associados a nenhuma delas. Ou seja, há tendência de que os passageiros percebam os atrasos mais como sendo um problema geral do aeroporto, ou do controle de tráfego aéreo, ou ainda um problema coletivo, e não como um problema de uma companhia aérea específica. Em teoria econômica, esse fenômeno é conhecido como “tragédia dos comuns”: quando o aeroporto é muito compartilhado e não está fortemente ligado a alguma empresa aérea em particular, os problemas tendem a ser atrelados a ninguém e, por consequência, não há maiores incentivos para se cuidar deles ou mesmo evitá-los. Por outro lado, a chamada “internalização do congestionamento” ocorre quando uma ou poucas empresas dominam um aeroporto, isto é, possuem grande parcela dos voos. Em situações de dominância aeroportuária, a imagem das grandes operadoras tende a estar intimamente atrelada ao aeroporto e seus eventuais problemas. Atrasos nos voos do aeroporto acabam por manchar a reputação das operadoras dominantes, havendo assim uma tendência dessas companhias em empenharem maiores esforços em sua redução, alocando melhor seus voos entre horários de pico e fora do pico. Por isso, a gestão do risco de atrasos de voo tende, portanto, a ser mais eficaz em aeroportos naturalmente dominados por uma ou duas companhias aéreas.

Outro resultado da pesquisa diz respeito à prática de configuração de malha “hub-and-spoke” por parte das companhias aéreas: os resultados do modelo empírico evidenciaram que voos com origem ou destino em aeroportos com muitas conexões tendem a atrasar mais do que voos entre aeroportos com poucas conexões. Sabe-se que a complexidade das operações da companhia aérea aumenta enormemente quando a proporção de passageiros em conexão nos terminais também aumenta. Para viabilizar mais conexões, as companhias aéreas necessitam tornar suas malhas mais estreitamente interconectadas, minimizando tempos de espera do passageiro no terminal. As malhas, assim, tendem a ficar mais vulneráveis a problemas inesperados, como incidentes nas operações que podem causar atrasos nos embarques de passageiros em trânsito, e assim tendem a produzir mais e mais atrasos em cascata.

A pesquisa, realizada no âmbito do Núcleo de Economia dos Transportes do ITA, teve financiamento da Fapesp, Capes e CNPq.

Projeto NECTAR 2015-02

Projeto NECTAR 2015-02

Estudo e estimação dos primeiros efeitos da privatização de aeroportos
na demanda de passageiros no Brasil

Lançamento: 25/08/2015

Download gratuito em ssrn.com/abstract=2650343



Autores:  Paula S. W. Rolim (lattes) e Alessandro V. M. Oliveira (lattes e página), NECTAR/ITA.


Sumário Executivo

Após o processo de desregulação do setor aéreo, iniciado no início dos anos 1990, culminando com a criação da Agência Nacional de Aviação Civil, o mercado de aviação civil encontrou-se em um impasse se deveria ou não flexibilizar também a infraestrutura aeroportuária, com a quebra do monopólio da operadora pública Infraero. O gargalo da infraestrutura aeroportuária vem sendo observado pelo menos desde o apagão aéreo em 2006 e, com a necessidade de preparação para a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016, optou-se pela privatização como forma de equacionar os problemas de continuidade de investimentos no setor.

Ao final de 2011 foi anunciada uma primeira rodada de privatizações aeroportuárias, em que os Aeroportos Internacionais de São Paulo, Brasília e Campinas passariam pela concessão à iniciativa privada. O leilão ocorreu em fevereiro de 2012 e então se sucedeu um período de transição da administração dos aeroportos culminando com posse ao final do final daquele ano. Após as privatizações, houve uma aceleração nos investimentos em infraestrutura no período imediatamente anterior ao megaevento de 2014. Isso proporcionou algum aumento da capacidade dos terminais, pista e pátio de aeronaves, e uma provável melhora no nível de serviço dos aeroportos privatizados. Algumas possíveis consequências disso são o efeito da privatização sobre a capacidade do aeroporto e dessa capacidade sobre a demanda, assim como o efeito direto da privatização sobre a demanda.

O projeto de pesquisa intitulado “Estudo e estimação dos primeiros efeitos da privatização de aeroportos na demanda de passageiros no Brasil” tem uma visão prática e ao mesmo tempo teórica dos impactos da privatização sobre os aeroportos brasileiros, procurando responder perguntas sobre seu desempenho de curto prazo. Os resultados deste trabalho evidenciam que o conjunto de aeroportos privatizados na rodada de concessões de 2012 aumentaram a demanda de passageiros após as privatizações. Entretanto, houve um desempenho desigual entre os aeroportos, sendo que alguns utilizaram melhor o potencial de crescimento. Há evidências de que, em sua totalidade, esses aeroportos não obtiveram ganho de participação de mercado, mas pode ter havido captura de mercado entre eles. O trabalho concluiu que o efeito de curto prazo da privatização foi extremamente benéfico para o Aeroporto Internacional de Campinas, onde havia sido instalada a base operacional da empresa "low cost" Azul Linhas Aéreas.

A pesquisa, realizada no âmbito do Núcleo de Economia dos Transportes do ITA, teve financiamento da Fapesp, Capes e CNPq, e foi apresentada no 10º Simpósio de Economia dos Transportes.


Download gratuito em ssrn.com/abstract=2650343

Monitoramento tráfego até GRU

Tráfego de chegada ao GRU

Monitoramento dos principais corredores de aproximação ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.

PIV → PCV
PIV: ponto de interceptação viária.
PCV: ponto de convergência viária.
Cada percurso representa aproximadamente os 10 km finais entre o corredor de acesso e o PCV.
```
Rio de Janeiro → GRU via Rodovia Ayrton Senna
PIV_Ayrton_Senna_Leste
Origem: -23.46812281841656, -46.41992356630360
Intermediário: -23.47844444444444, -46.47177777777778
Destino: -23.45542210346982, -46.49030707827325

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```
```
Rio de Janeiro → GRU via Rodovia Presidente Dutra
PIV_Dutra_Leste
Origem: -23.426495892071802, -46.405720263820825
Intermediário: -23.454975287740286, -46.474117685137955
Destino: -23.45542210346982, -46.49030707827325

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```
```
São Paulo → GRU via Rodovia Presidente Dutra
PIV_Dutra_Oeste
Origem: -23.504786655027775, -46.568478081326504
Intermediário: -23.461705784120305, -46.49126090166053
Destino: -23.45542210346982, -46.49030707827325

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```
```
São Paulo → GRU via Rodovia Ayrton Senna
PIV_Ayrton_Senna_Oeste
Origem: -23.50921641981074, -46.55338343580749
Intermediário: -23.464701344056916, -46.49038565471424
Destino: -23.45542210346982, -46.49030707827325

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```
``` Ponto de convergência viária

O PCV representa o ponto comum alcançado depois dos principais acessos pela Rodovia Ayrton Senna, pela Rodovia Presidente Dutra, pelo novo acesso da Dutra e pela Avenida Monteiro Lobato. A partir dele, inicia-se o segmento final em direção aos terminais.

PCV: -23.45542210346982, -46.49030707827325
```

Rotas por zona de origem em São Paulo

Estes percursos representam a viagem desde pontos de referência das zonas Sul, Oeste, Norte e Leste de São Paulo até o ponto de convergência viária do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Diferentemente dos PIVs, suas extensões não são padronizadas em aproximadamente 10 km.

Zona Sul de São Paulo → PCV
```
Referência de origem: Vila Santa Catarina
```
Origem: Vila Santa Catarina, São Paulo - SP, 04379-060
Destino: -23.45542210346982, -46.49030707827325
```

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```
Zona Oeste de São Paulo → PCV
```
Referência de origem: Jardim Everest
```
Origem: Jardim Everest, São Paulo - SP, 05423-140
Destino: -23.45542210346982, -46.49030707827325
```

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```
Zona Norte de São Paulo → PCV
```
Referência de origem: Conjunto Habitacional Vila Nova Cachoeirinha
```
Origem: Conj. Hab. Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo - SP
Destino: -23.45542210346982, -46.49030707827325
```

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```
Zona Leste de São Paulo → PCV
```
Referência de origem: Cidade Patriarca
```
Origem: Cidade Patriarca, São Paulo - SP, 03551-080
Destino: -23.45542210346982, -46.49030707827325
```

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```

Percursos do PCV aos terminais

Estes percursos representam o segmento final entre o ponto de convergência viária e os Terminais 1 e 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

PCV → Terminal 1
```
Percurso final de acesso ao Terminal 1
```
```
Origem, PCV: -23.45542210346982, -46.49030707827325
Destino, Terminal 1: -23.430113, -46.490183

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```
PCV → Terminal 2
```
Percurso final de acesso ao Terminal 2
```
```
Origem, PCV: -23.45542210346982, -46.49030707827325
Destino, Terminal 2: -23.425690, -46.481786

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```