sábado, 21 de janeiro de 2012

Chamada de Trabalhos - 7o SET - Simpósio de Economia dos Transportes


Local: ITA, São José dos Campos
Engenharia Civil - Auditório
Data: 25/05/2012 (sexta-feira)


REALIZAÇÃO
Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes (SBPT)
Núcleo de Economia dos Transportes - ITA (NECTAR)


SUBMISSÃO DE TRABALHOS
São convidados a submeter todos os pesquisadores da área de transportes e áreas correlatas. As regras de formatação dos trabalhos são as mesmas das submissões ao JTL|RELIT - Journal of Transport Literature (Revista de Literatura dos Transportes), disponíveis no sítio www.transport-literature.org.

Somente serão considerados trabalhos completos, na categoria "artigos científicos". Trabalhos previamente apresentados em congressos poderão ser aceitos, desde que não publicados ou submetidos para publicação em periódicos.

As submissões devem ser encaminhadas para o endereço eletrônico alessandro.oliveira@cnpq.pq.br.


PREMIAÇÃO
O melhor trabalho será eleito durante o Simpósio, e receberá o Prêmio "William L. Grossman" de Excelência em Economia dos Transportes, do NECTAR/ITA. O prêmio é composto por certificado e convite para publicação, com menção de destaque, no JTL|RELIT - Journal of Transport Literature. William Grossman é o patrono do Laboratório de Transportes do ITA (LABTAR), tendo sido pioneiro em pesquisas e ensino na área de Economia dos Transportes no Brasil. O vencedor será escolhido com base em análise do Comitê Científico e voto da plateia durante o simpósio.


DATAS IMPORTANTES
Submissão de trabalhos - de 20 de janeiro a 15 de março de 2012
Notificação de aceitação - até 31 de março de 2012


O SIMPÓSIO
Os Simpósios de Economia dos Transportes (SET) são eventos científicos promovidos pela Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes (SBPT) e organizados pelo Núcleo de Economia dos Transportes do ITA (NECTAR). Os SET são realizados no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos. Visam promover a difusão do conhecimento científico na área de economia e gestão dos transportes, congregando pesquisadores, profissionais e público interessado nos problemas do setor. O SET é um evento informal, aconchegante, com público seleto e reduzido, mas de altíssima qualidade, onde a plateia é convidada a apresentar seu conhecimento acumulado na área, em um ambiente com alto nível de troca de experiências.

Os SET são realizações da SBPT. A SBPT é uma sociedade científica que tem por objetivo ser um ponto de encontro e de ideias de pesquisadores nas seguintes subáreas da Engenharia de Transportes: Planejamento dos Transportes (código CNPQ/CAPES 31001009), Planejamento e Organização do Sistema de Transportes (código CNPQ/CAPES 31001017) e Economia dos Transportes (código CNPQ/CAPES 31001025). 

A organização dos SET fica a cargo do NECTAR/ITA, o Núcleo de Economia dos Transportes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica. O NECTAR é o único centro de pesquisas da América Latina com foco exclusivo voltado à economia do transporte aéreo.


Os temas do simpósio incluem, entre outros:

- Gestão e planejamento de transportes e infraestrutura de todos os modais de transporte;
- Operações de transportes e infraestrutura;
- Políticas públicas voltadas para transportes e infraestrutura;
- Economia dos transportes e infraestrutura;
- Logística de transportes;
- Impactos sócio-econômicos, regulatórios e ambientais de transportes e infraestrutura;
- Estudos de setores pertencentes à cadeia produtiva dos transportes, como combustíveis, manutenção e turismo.


COMITÊ CIENTÍFICO
A seleção dos trabalhos estará a cargo do Conselho Editorial do  JTL|RELIT - Journal of Transport Literature, presidido pelo Prof. Alessandro V. M. Oliveira, do ITA.

COMITÊ ORGANIZADOR
O Comitê organizador do congresso é presidido pela Profa. Rogéria Eller, do ITA.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Airline antitrust paper

This is an industrial organization paper i've been working on. Comments welcome!

Estimating market power with a generalized supply relation: application to an airline antitrust case

http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=1973166

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Delta Air Will Buy Minority Stake in Brazil’s Gol Airline for $100 Million

By Jose Sergio Osse and Mary Jane Credeur - Dec 7, 2011 2:49 PM GMT-0200

A Gol aircraft prepares to depart the Congonhas Airport, in Sao Paulo. Photographer: Marcos Issa/Bloomberg
Delta Air Lines Inc. (DAL) agreed to buy a $100 million stake in Gol Linhas Aereas Inteligentes SA (GOLL4)Brazil’s second-largest airline by market value, and begin booking passengers on each other’s jets.
Gol rose 4.9 percent to 15.69 reais at 2:27 p.m. in Sao Paulo after climbing as much as 9 percent, the most in intraday trading since Nov. 3. Delta, the world’s second-biggest carrier, gained 1.8 percent to $8.62 in New York.
Buying 3 percent of Gol expands Delta’s foothold in Latin America, the region where passenger yields, or the average fare per mile, are highest for U.S. airlines, according to Bloomberg Industries data. Delta trails AMR Corp. (AMR)’s American Airlines and United Continental Holdings Inc. (UAL) in Latin America traffic.
“This is the most important relationship we have in South America, and we’re very, very pleased with it,” Delta Chief Executive Officer Richard Anderson said today in an interview in Sao Paulo, where Gol is based.
This is Atlanta-based Delta’s second investment in a foreign carrier this year, after buying a $65 million stake in Grupo Aeromexico SAB in August to deepen their alliance on flights between their home countries. That accord gave Delta a board seat, as does today’s agreement with Gol.
Delta’s stake in Gol is “very positive” because it implies a higher value for the Brazilian airline and gives the carrier access to a global network, Edigimar Maximiliano Jr., a Banco Bradesco SA analyst, said in a note to clients.

Booking Codes

The companies will place their industry booking codes on each other’s flights, allowing them to take reservations for passengers flying on either airline. Travelers also will be able to accrue and redeem frequent-flier points on both carriers.
Delta will buy the Brazilian airline’s American depositary receipts backed by preferred shares, Gol said today in a regulatory filing. Gol will boost its capital by as much as 280 million reais ($160 million) by issuing preferred shares for 22 reais apiece, 47 percent more than yesterday’s closing price.
Gol also is transferring leases to Delta on two parked Boeing Co. (BA) 767 wide-body jets, saving 50 million reais a year.
Gol isn’t joining the SkyTeam global marketing alliance, of which Delta is an anchor member, CEO Constantino de Oliveira Jr. told reporters. Delta has “no intentions” to increase its stake in Gol, said President Ed Bastian, who will join Gol’s board.
Delta will keep the board seat as long as the U.S. carrier retains at least 50 percent of the acquired shares, according to the Gol filing. Delta agreed not to sell the stake for 12 months and won’t buy additional shares without Gol’s consent.

‘Significantly Undervalued’

“We aren’t making this investment to turn a profit on a stock,” Anderson said in the interview. “We’re making the investment because we are recognizing the inherent value of the relationship we will have together and, candidly, the stock is significantly undervalued in the market today.”
Gol fell 40 percent this year before today. The airline was advised by Morgan Stanley, andBarclays Capital advised Delta.
Gol trails Tam SA (TAMM4) in market value in Brazil. Tam is being acquired by Chile’s Lan Airlines SA (LAN), Latin America’s largest airline by market value, in a $3.3 billion all-stock transaction. The purchase, announced in August 2010, needs approval by Chilean and Brazilian regulators, and the companies expect it to close in next year’s first half.
Yields on Gol’s perpetual dollar bonds tumbled 17 basis points, or 0.17 percentage point, to 10.96 percent at 2:09 p.m. in Sao Paulo, the most since Nov. 18, according to data compiled by Bloomberg. The yield on notes due 2020 fell 16 basis points to 10.89 percent.
To contact the reporters on this story: Jose Sergio Osse at josse1@bloomberg.net. Mary Jane Credeur in Atlanta at mcredeur@bloomberg.net.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

American Airlines pede concordata para tentar se manter nos ares


Publicação: 30/11/2011 09:26 Atualização: 30/11/2011 09:32
Símbolo norte-americano na aviação mundial, a American Airlines decidiu fazer um pouso forçado. A AMR Corp, controladora da empresa, entrou nesta terça-feira (29/11) com pedido de concordata da companhia, a terceira maior do mundo, num tribunal de Nova York, mas assegurou que todas as operações serão mantidas. Para isso, além da proteção judicial garantida pelo capítulo 11 da Lei de Falências norte-americana, a empresa afirmou ter US$ 4,1 bilhões livres no caixa. A reorganização permitirá reduzir custos da aérea e de outras subsidiárias, sobretudo com salários. O objetivo é torná-las competitivas para voltar ao lucro. A última vez que a American esteve no azul foi em 2007.
Última das grandes companhias aéreas dos EUA a pedir proteção judicial desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, a American ficou à beira da concordata em 2003, mas decidiu evitar o processo, após fechar acordo com os funcionários para economizar US$ 1,6 bilhão com cortes de salários e outras concessões.
Especialistas ouvidos pelo Correio acreditam que o tombo da companhia foi resultado da combinação de alta dos combustíveis e acirramento de uma concorrência já agressiva no maior mercado do mundo, os EUA, onde operadoras de baixo custo (low cost) avançaram muito. Elas cresceram na contramão da procura interna, afetada negativamente pelo baixo crescimento do país. Diante das dificuldades para ajustar a folha de pagamento, restou apelar para a concordata.
“Temos de fazer frente à estrutura de custos, incluindo salários”, anunciou Thomas Horton, ex-diretor financeiro da empresa e substituto do presidente Gerard Arpey, que renunciou ao cargo. Horton recebeu a missão de buscar a recuperação e seu anúncio veio apenas três semanas após a própria American ter alardeado ser uma das poucas grandes companhias dos EUA a não ter entrado em colapso. O grupo ainda não disse qual será o futuro de um pedido de compra de 460 aeronaves anunciado em julho.
O mercado financeiro sempre duvidou das declarações otimistas e há muito apostava no impasse entre a empresa e seus pilotos, que rejeitavam fazer concessões salariais, necessárias para sanear as contas. Os funcionários alegavam já ter contribuído durante a crise anterior, em 2003, ainda quando o grupo era líder mundial. “A situação serve de alerta para o Brasil, onde está difícil contratar pilotos e cuja falta de mão de obra já provoca pressões salariais sobre as companhias aéreas”, chamou a atenção Alessandro Oliveira, pesquisador de mercados do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
No limite
O especialista lembra que o sindicato de aeroviários nos EUA é forte o bastante para tirar flexibilidade do mercado, cuja competição cresceu depois do recuo do número de passageiros de negócios. “Lá, as empresas operam no limite. Embora o Brasil ainda não sofra igual impacto das low cost e as taxas de crescimento sejam recordes, os resultados mostram números apertados”, explicou.
Rumores de que a AMR iria apelar para a lei de concordata circularam depois de uma onda incomum de aposentadorias de pilotos, seguida da corrida desses funcionários para se desfazerem de US$ 600 milhões em ações recebidas da empresa como indenização. Os papéis caíram 35% desde novembro. Ontem, antes da abertura das bolsas de valores, custavam US$ 1,62. Contudo, após a notícia da concordata, viraram pó, fechando o dia com desvalorização de 84%.
Apesar da péssima reação de investidores, alguns grandes clientes da American não temem problemas a curto prazo. “A experiência mostra que o modelo de concordata de grandes empresas nos EUA conseguiu manter a operação geral das concordatárias. Também estamos menos expostos à American que outros concorrentes”, informou Joakim Thrane, presidente no Brasil da companhia norte-americana de entregas expressas DHL.
PanAm
Desde 1978, várias grandes companhias aéreas norte-americanas recorreram à lei de concordata. A maioria conseguiu evitar o pior, com exceção da PanAM, que desapareceu em 1991. A Continental recorreu à solução em 1990 e a Hawaiian Airlines, em 1993. A partir de então, iniciou-se uma década de relativa estabilidade, interrompida pelos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, quando o transporte aéreo recuou drasticamente.
Área de turbulência
Dívidas crescentes obrigaram a American Airlines a apelar à Justiça
AA em números
Patrimônio - US$ 24,7 bilhões
Dívidas - US$ 29,5 bilhões
Prejuízo acumulado até setembro - US$ 884 milhões
Empregados - 78 mil
Voos diários - 3,3 mil
Total de aeroportos onde pousa - 260
Total de países onde opera - 50
Operação no Brasil
São Paulo (Guarulhos) para Boston, Las Vegas e Los Angeles
Rio de Janeiro (Galeão) para Dallas, Los Angeles e São Francisco
Belo Horizonte (Confins) para Miami
Brasília para Miami
Recife para Miami
Salvador para Miami
Capítulo 11
Proteção dada pela Lei de Falências dos EUA
Instrumento legal que permite a uma empresa norte-americana em dificuldades financeiras continuar operando e manter o patrimônio, dando-lhe tempo para negociar com credores, sob tutela de um tribunal. A proteção pode ser pedida pela própria companhia ou por um dos credores. O devedor pode adiar pagamentos e até reduzir dívidas. Em troca, informa ao juiz detalhes de suas negociações.
Legislação brasileira
Inspirada nos EUA, a Lei de Falências do Brasil foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em fevereiro de 2005. Ela prevê a recuperação judicial, que substitui a antiga concordata. Uma empresa em dificuldades deve, após permissão da Justiça, apresentar estudo de viabilidade econômica com plano detalhado de recuperação das finanças, que deve ser aceito pela maioria dos credores. Enquanto isso, as ações contra a empresa ficam suspensas por 180 dias.
Grandes concordatas
Marcas importantes que já recorreram ao Capítulo 11
Enron (corretora de energia) - 2001
United Airlines (companhia aérea) - 2002
US Airways (companhia aérea) - 2002
WorldCom (empresa de comunicação) - 2002
KMart (grupo varejista) - 2002
Delta Airlines (companhia aérea) - 2005
Northwest (companhia aérea) - 2005
Lehman Brothers (banco) - 2008